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A Soberana Graça de Deus e o Nosso Reinar Com Cristo em vida - Parte 07

05/03/2016 21:40

A Soberana Graça de Deus e o Nosso Reinar Com Cristo em vida - Parte 07

A SOBERANA GRAÇA DE DEUS E O NOSSO REINAR COM CRISTO

Ao abordarmos esse tema quero dedicar mais a minha atenção ao reino de Deus em relação à igreja aqui na terra; mas para se ter uma noção melhor vou abordar também, de uma forma sucinta, em relação aos judeus, também aqui na terra, na época da lei. A partir dos judeus estendendo-se aos gentios; e na eternidade. Vou fazer menção de alguns textos só para que o leitor possa fazer diferença entre essas fases do reino. Mas ficarão sem menção muitas outras referências; no entanto, creio que a partir dessas que vou abordar se pode fazer melhor a diferenciação.

1. O REINO DE DEUS PARA OS JUDEUS AQUI NA TERRA (LEI)

Jesus falou muito sobre o reino de Deus para os judeus ainda na lei, vejamos:

a- “Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mt 12.28). Aqui Jesus diz que o reino de Deus é chegado. Isso se refere ao período do ministério de Jesus aqui na terra, só naquele período. Se Jesus estava aqui na terra o reino de Deus tinha que está também. Jesus é, será e sempre foi inseparável do reino de Deus. Hoje ele está dentro de nós por isso o reino de Deus também está.

b- “E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (MT 19.24). Aqui Jesus também estava se referindo ao período da lei, pois na graça não há nenhuma diferença; rico ou pobre tanto faz, só será salvo mesmo o eleito rico ou pobre, não faz diferença.

c- “Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos” (Mt 21.43). Aqui Jesus deixa claro que esse reino, daquele período, em que ele estava na terra com os judeus, seria tirado e dado a igreja.

d- Quando Jesus disse: “Buscai em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça” (Mt 6.33), ele não estava se referindo ao período da igreja, não. Porque no período da graça o reino não precisa ser buscado, pois o reino já está dentro de nós pelo Espírito Santo que nos foi outorgado. A essência da lei se faz vista aqui. Na lei o homem buscava o reino; na graça ele é buscado. Quantos de nós que, com certeza, buscaram o reino com todo empenho e em primeiro lugar na esperança de que todas as demais coisas fossem acrescentadas, mas nada aconteceu. Não aconteceu exatamente por não se aplicar à nossa época. Hoje, na graça, podemos viver num constante reinar com Cristo, pois o reino está em nós e nós estamos nele.

2. O REINO DE DEUS PARA A IGREJA AQUI NA TERRA (GRAÇA)

a- “dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15). O reino que está próximo aqui é o período da igreja aqui na terra.

b- “Dizia-lhes ainda: Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam ter chegado com poder o reino de Deus” (Mc 9.1). Aqui se aplica ao período da igreja.

c- “Em verdade vos digo que jamais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus” (Mc 14.25). Aqui Jesus menciona o reino no período da igreja, e o beber aqui é simbólico, tem a ver com comunhão e não com o beber literalmente. Paulo disse que o reino de Deus não é comida nem bebida, veja: “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). O reino de Deus é na dimensão espiritual e nele não se come e nem se bebe no sentido literal.

d- “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, Nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” (1Co 6.9; 15.50; Gl 5.16-21). A maioria das pessoas confunde o reino aqui com a salvação, mas não tem nada a ver com ela. Um salvo não deve ser praticante de nenhuma das obras mencionadas acima, mas essas mesmas obras não farão o salvo perder a salvação, jamais! Se um salvo quiser reinar com Cristo em vida (Rm 5.17), terá que renunciar todas essas obras, mas o reinar com Cristo em vida terá que vir antes. Primeiro eu reino e depois eu venço as tendências carnais, e não vice-versa. Eu não poderia dizer que vou viver vitória sobre todas as tentações para que, como conseqüência, reinar com Cristo; estaria invertendo os valores. Mesmo porque sem o reinar de Cristo em mim, não seria capaz de vencer nada.

e- Considero Rm 5.17 a escritura mais importante no que se refere o nosso reinar com Cristo aqui na terra, em vida. “Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo”. Todo salvo já recebeu abundante graça e o dom da justiça. Jesus se tronou a nossa justiça; recebemos de Deus a justiça como uma dádiva. Tudo pela graça. Paulo disse: “E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras” (Rm 4.6). Vivemos no ministério do Espírito que também é chamado ministério da justiça, veja: “E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça” (2Co 3.7-9). Cristo se tornou a nossa justiça e por isso somos justificados de uma vez para sempre “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1Co 1.30). Uma vez que temos esta consciência da nossa justificação irreversível, temos paz com Deus (Rm 5.1), e uma vez com paz em nossos corações, entramos no repouso e descanso de Deus e no repouso de Deus reinamos com ele. Creio que o reinar com Cristo minimiza a força do pecado em nossa vida; mas não creio que o não pecar faça parte do processo do reinar com Cristo em vida, isto é, o querer vencer o pecado, antes, para depois reinar com Cristo, temos, repito, que reinar antes. Primeiro reinamos pelo mover do Espírito, pelo dom da justiça e pela abundante graça; e na intensidade e proporção desse reinar vivemos uma vida santa, mas distante do pecado possível.

f- Um salvo jamais perde a sua salvação, mas ele pode viver uma vida minguada, sem fruto, sem testemunho, sem vigor, sem qualidade de vida cristã, sem motivação e sem aquela plenitude de vida abundante da qual Jesus falou em Jo 10.10; por não estar reinando com Cristo em vida. Ele não deve, mas pode viver uma vida carnal e por isso praticar qualquer uma, ou umas, obras da carne mencionadas por Paulo no texto acima. Qualquer uma das obras. Se ele deixar o seu propósito de reinar com Cristo no seu dia a dia, ele pode deixar que a carne o domine e assim quem vive na carne não pode agradar a Deus. Quem reina com Cristo agrada a Deus, mas quem vive não carne não tem como agradá-lo.

g- De uma coisa podemos ter certeza, de acordo com Rm 5.17, todo salvo tem a provisão dos recursos para reinar com Cristo em vida.

3. A DURAÇÃO DO REINO DE DEUS AQUI NA TERRA

Portanto, Começou aqui na terra no AT com a nação judaica estendendo até a cruz; depois com a igreja (composta com gentios e judeus), por todos os milenios aqui. Depois da cruz Deus não olha mais para israel, como muitos pensam, como povo especial, não. Ele só ver e trata com duas categoria de pessoas, não de nação, eleitos e não eleitos, salvos e perdidos, ovelhas e bodes. Em Cristo não pode haver grego, judeus, brasileiros. Nele há igreja. Tudo de especial que Deus tinha com israel, como nação, findou na cruz.

4. O REINO DE DEUS NA ETERNIDADE

a- No estado eterno, Deus reinará para sempre sobre tudo e sobre todos. Em certo aspecto continua como sempre. Ele sempre reinou soberano e poderosamente, tendo o controle de tudo e de todos. Nada nunca fugiu e nem fugirá do seu domínio soberano. Isso é reinar.

b- O reino de Deus é eterno e isso significa que ele sempre reinou e sempre reinará. Mas na esfera humana ele se manifesta em modalidades diferentes. No entanto, na esfera divina, Deus reina ininterruptamente por toda a eternidade. Num eterno hoje, num eterno presente, num eterno agora. Ele não está sujeito ao tempo, pelo contrario é senhor e autor do tempo. Para ele não existe ontem nem amanhã, só um presente infindável. De certa forma é difícil de entender, mas é assim mesmo.

5. O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE NÓS

O que é o “Reino de Deus?” Bom, esse reino é mencionado na Bíblia também como reino do Céu. Jesus disse que esse reino está dentro de nós. O reino de Deus e o reino dos céus são sinônimos nos Evangelhos. Podemos entender o reino de Deus como o seu governo, seu controle, seu domínio, sua direção, e seu agir em nós. Ainda como a plenitude do Espírito santo em nós, seu mover pleno em nosso viver. Antes de tudo, porem, precisamos fazer aquela observação que sempre faço em muitos dos meus estudos: o aspecto posicional e experimental. Uma coisa é termos uma dádiva de Deus no aspecto posicional e outra bem diferente é tê-la no experimental. No posicional é algo já consumado, concreto, feito de uma vez para sempre e irreversível. No experimental ainda precisa se tornar realidade no nosso viver diário. Esse princípio se aplica em tudo na nossa vida cristã. Por exemplo, no aspecto posicional um salvo já é mais que vencedor e perfeito em tudo, mas no experimental tudo é um processo que pode se tornar realidade ou não.

No aspecto posicional, já temos o Espirito Santo morando em nós, assim como o reino de Deus dentro de nós, mas no experimental isso pode ou não ser uma realidade. Um coisa é eu ter o Espírito Santo habitando em mim e outra muito diferente é viver no seu pleno mover. Uma coisa é eu ter o reino de Deus dentro de mim e outra bem diferente é reinar com Cristo em vida. “Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo”  (Rm 5.17). Uma coisa é eu ter todos os meus pecados perdoados de uma vez para sempre, todos, passados, presentes e futuros, e outra bem diferente é ter a convicção disso no meu dia a dia. “Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Rm 4.7,8; Cl 2.13-14).

Cometemos um dos maiores erros da nossa vida cristã, quando ao desejamos nos livrar das nossas mazelas, pecados e maus hábitos, focamos essas próprias fraquezas. Quanto mais às focamos, mais robustas elas ficarão. Quantas vezes prometemos a nós mesmos e a outros, diante de Deus, que não vamos mais cometer tais erros, para logo depois repetirmos tudo?! Isso acontece porque ao prometermos tal coisa focamos as nossas deficiências e nos concentramos nelas e assim elas são fortalecidas, sempre, torna-se como um ciclo vicioso. Não tenho que me esforçar para ser vencedor, nem para ter o reino de Deus dentro de mim, preciso sim, mas é de ter uma convicção de que esse reino dentro de nós já é uma realidade eterna, e procurar administrá-lo no nosso viver em tudo, para nos tonarmos mais que vencedores na prática. Quando o reinar com Cristo em vida se trona uma realidade em nossa vida, todas as impurezas, pecados e deficiências serão, automaticamente, expurgados. Tudo aquilo com que lutei a vida toda e não consegui vencer, será vencido sem nenhum esforço. Essa é a chave, o segredo da vida abundante, vida frutífera e plena da qual Jesus falou em Jo 10.10. 

Sendo assim, tudo de que precisamos para vivermos uma vida plena, já está dentro de nós. Não devemos buscar lá fora o que Deus já colocou dentro de nós. Deus colocou no nosso espírito o seu Espírito e nele está todos os recursos dos quais precisamos para nos tornar na prática, mais que vencedores. Todos os nossos erros nessa vida, são consequência não de falta de recursos para vencermos, mas de falta de convicção e administração do que temos dentro de nós. Precisamos de conhecimento (revelação). Deus disse no AT: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento...” (Os 4.6). Por exemplo, Paulo disse: “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (Rm 11). Não temos que morrer quando achamos que estamos vivos para o pecado, temos, sim, que nos considerar mortos, pois já estamos mortos. Quando a nossa morte aconteceu? Na cruz. Mas além de precisarmos desse conhecimento, precisamos nos considerar mortos sempre e em toda situação. O que nos falta em todas as situações de pecado é a falta de conhecimento de que estamos mortos. Um morto não reage em nenhuma situação. Não reage a uma calunia, não reage a um insulto, não reage a uma agressão, seja ela qual for. Não reage á um convite para o pecado. A nada.

Deus plantou no nosso espírito todas as suas dádivas, todos os seus recursos, toda a eternidade. Veja o que Salomão disse: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim”  (Ec 3.11). Quando nascemos novamente tudo é colocado no nosso espírito. Está dentro de nós: “Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co 6.19).

O que precisamos fazer, depois de regenerados, é desenvolver o que foi infundido em nós. Tudo precisa ser desenvolvido. A começar pelo conhecimento. Veja o que disse o profeta Oséias Oséias: Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (6.3). Todo o nosso desenvolvimento gira em torno do nosso conhecimento. Ninguém se desenvolve em nenhuma área sem crescer no conhecimento. Por exemplo, Jesus disse: “conhecereis a verdade  e a verdade vos libertará” (Jo 8.32).  Primeiro vejamos o que é a verdade e depois de que ela nos liberta. O que é a verdade?  Pilatos fez essa pergunta a Jesus.  (“O que é a verdade? – perguntou Pilatos”  Jo 18.38). Sem querer fazer uma exegese do termo, podemos definir a verdade como a afirmação do que é correto, do que é seguramente o certo e está dentro da realidade apresentada. E como ausência plena da mentira, engano e dúvida. A Bíblia deixa bem claro que Jesus é a verdade personificada. Ele disse: “– Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6). Jesus é o Logos de Deus, isto é, a Palavra de Deus, Verdade: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). E é ele, como verdade, que nos liberta: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres".(Jo 8.36)

O conhecimento dessa verdade no traz libertação. O nível da libertação é proporcional ao nível de conhecimento da verdade.

Agora podemos fazer a outra pergunta: Nos liberta de quê? Toda escravidão espiritual, psicológica e sentimental é causada pela ausência da verdade, isto é, pela aceitação da mentira. Em tudo! Na medida em que crescemos no conhecimento da verdade, somos libertos da escravidão do pecado, dos maus hábitos, pensamentos impróprios, medo, receios e pavor, do presente, do passado e do futuro. Por isso Pedro disse: “antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno” (2Pe 3.18).

O que nos falta, na verdade, não é o recurso, e sim, o conhecimento. No aspecto posicional tudo está pronto, consumado, nada falta, tudo está perfeito.

Em Mt 6.33 jesus disse: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Onde devemos buscar esse reino? Todos nós sempre pensamos: em Deus! Mas na verdade, precisamos buscá-lo dentro de nós. Alguém poderia dizer: como buscamos o que já temos?  Sim, isso significa que buscamos o que já temos. Essa busca tem a ver com o conhecimento e desenvolvimento. Faz parte do processo da nossa salvação. Quando fomos salvos, fomos no aspecto posicional, plenamente salvos; a nossa salvação nesse aspecto, não precisa de retoque por ser absolutamente perfeita. Mas no aspecto experimental é um processo que começa com o novo nascimento e se desenvolve, creio eu, por toda a eternidade. Veja o que Paulo disse aos Fp 2.12 “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor. A Bíblia diz que somos templo do Espírito Santo e que ele habita em nós, mas ela diz também para andarmos no Espírito e servos cheios dele; isso significa que não é pelo fato de termos o Espírito Santo habitando em nós, desde o nosso novo nascimento, que tudo já está pronto, não; precisamos desenvolver esse mover do Espírito diariamente em nós. É nesse ponto que falhamos sempre, esse é o aspecto experimental. Ninguém consegue reinar com Cristo sem o mover pleno do Espírito e ninguém anda no pleno mover dele sem reinar com Cristo. Veja na Bíblia os dois aspectos da nossa salvação: Posicional e experimental: O plano posicional é um plano legal e forense. Ele é irreversível, imutável; nada nele pode ser alterado, é eterno e arquitetado no eterno passado e  consumado na cruz, quando Jesus disse: “Está consumado”, Tetelestai, pago completamente. O verdadeiro evangelho pregado no mover do Espírito Santo propicia ao eleito uma perfeita e plena salvação em todos os aspectos. Veja o que Paulo disse: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm 1.16,17).  No original o termo salvação demostra amplitude, vejamos:  “ Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 7.25; 10.14). Hb 7.25. Na versão ampliada diz: “Portanto, ele é capaz de salvar ao máximo, completamente, perfeitamente, e finalmente por toda eternidade e tempo, aquele que vem a Deus por intermédio dele”. Esta tão grande salvação inclui tudo que Deus tem para nós como cristãos. A palavra salvação do latim “SALVARE” significa “SALVAR” e “SALUS” que é igual a saúde e ajuda em português. Do grego “SÕTERIA” significa cura, recuperação, remédio, redenção, bem-estar e paz.  No grego ainda temos o termo “SÕSÕ” que significa, salvação e libertação ao máximo, em todos os aspectos: espiritual, emocional (área da alma) e físico. A palavra “Salvação” portanto, é um termo abrangente, que inclui tudo que Jesus realizou por nós na cruz. Esse é o aspecto do plano posicional.

No entanto, esse plano parece uma utopia aos nossos olhos. Quem tem conseguido viver nesse nível? Bom, a Bíblia diz que Jesus viveu e que nós, no plano posicional, estamos em Jesus; portanto, somente nele estamos nesse plano. Precisamos entender que o plano posicional, como já disse, é estável, nada do que fizermos ou deixarmos de fazer pode causar nele alguma mudança ou alteração, é um plano concluído, acabado e perfeito; mas o plano experimental depende do desenvolvimento da nossa salvação no nosso dia a dia, ele é inacabado, imperfeito e mutável. Depois de entender dessa forma, precisamos deixar que o Espirito de Deus nos conduza no desenvolvimento dessa salvação nos levando a estreitar a distancia entre o que somos em Cristo (plano posicional) e o que precisamos viver aqui na terra (plano experimental). A maioria dos cristãos aqui na terra nunca viveu nem de longe do que eles são em Cristo no plano posicional. Veja aqui mais sobre esse assunto. 

6. O RECURSO ÚNICO PARA SE REINAR COM CRISTO EM VIDA

Jesus disse: "...eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.  Veja na BLH... mas eu vim para que as ovelhas tenham vida, a vida completa (Jo 10.10b). Vejamos novamente o que Paulo disse:  “Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.” (Rm 5.17). Há muitas outras escrituras na Bíblia que  tratam desse assunto, mas creio que a partir dessas duas podemos começar delinear sobre o recurso único para se viver esse reinar com Cristo. A vida abundante a qual Jesus menciona em Jo 10.10 é o mesmo reinar com Cristo que do qual Paulo trata em Rm 5.17. Não é difícil entender assim. Ninguém vive abundantemente, sem reinar com Cristo em Vida; e ninguém reina com Cristo em vida, sem viver vida abundante.

O que precisamos agora é definir o que é essa vida abundante e que recurso é esse que podemos usar para vivê-la. Vamos procurar fazer isso em poucas palavras.

Primeiro, o que é a vida abundante? 

Veja o meu artigo que trata desse tema aqui veja mais esse aqui e para um conhecimento mais amplo sobre o assunto, lhe aconselharia ler os artigos desse Blog.

Bom, todo sucesso na vida cristã começa com mover do Espírito Santo. O ponto de partida em tudo na vida cristã é o mover do Espírito. Ele começa com a nossa salvação nos convencendo do pecado, nos regenerando e nos inserindo na família divina (Jo 16.8). Depois ele pode mover em cada ação nossa, tornando-a bem sucedida na nossa vida cristã. E vai intensificando esse mover até a plenitude. Quando ele mover plenamente, nos leva também a uma fé genuína ao ponto de tornar tudo possível a nós (Mt 17.20; Mc 9.23). Podemo-nos ver andando plenamente no mover de sua unção, na sua inspiração, na sua graça, na sua assistência nas nossas fraquezas, na sua sabedoria. Esse mover do Espírito Santo nos conduz na nossa comunhão profunda e íntima com Deus, na revelação da sua palavra, no seu amor, na sua direção, nos seus ensinamentos, no seu repouso e descanso, nos pensamentos compatíveis à recomendação bíblica (Fp 4.8), nos seus dons e no seu fruto... Devemos ter um desejo, por aquilo que queremos, como se fosse uma obsessão. Quando o Senhor disse na cruz: “está consumado” estava dizendo que tudo estava pronto e pago completamente. Podemos, então, entender que naquela hora tudo foi provido para nós. Tornamo-nos herdeiros do Pai e co-herdeiros dele. A partir daquele momento o Senhor nunca mais precisou prover nada, especificamente; isto é, ação por ação, provisão por provisão, cura por cura, milagre por milagre. Porque o recurso para que tudo aconteça foi provido na cruz. Ele só libera. Milagres, curas, provisões, fé, graça, perdão, revelação, descanso e repouso, saúde, força; bem como o mover do Espírito e suas consequências, tudo está provido de uma vez por toda.

Em síntese, a vida abundante é uma vida plena em todos os aspectos. Uma vida frutífera e de profunda e intima comunhão com Deus. Uma vida na qual é produzido o fruto do Espírito, conforme Paulo discorre em Gl 5.22-24 “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências”. É a vida de quem ama a Deus com todo seu coração, sua alma, seu entendimento, e com todas as suas forças, e acima de tudo. E que ama ao próximo como a si mesmo, como Jesus disse em Mt 22.37-40 “...Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coraçãode toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. Uma vida fora do domínio da carne; pois quem anda na carne não pode agradar a Deus, como Paulo disse em Rm 7.18 “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo”. Rm 8:7 “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.” Rm 8:8 “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.”

Segundo, que recurso é esse? 

O que precisamos, na verdade, é aprender entrar na dimensão, pela fé, de cada uma dessas provisões e vivenciá-las. E essa é nossa parte. Creio que, com o recurso que o Senhor já nos concedeu (o Espírito Santo), podemos cultivar uma comunhão profunda com ele e com meditação e visualização podemos criar um quadro imaginativo daquilo que desejamos receber do Senhor: Penso => imagino => sinto,=> desejo, => creio, => ajo, => tenho os resultadosDesejo, inclusive do mover pleno do Espírito Santo. Foi por isso que Paulo disse para pensarmos bem: Fp 4.8. Na verdade, o homem já nasce com recursos imensuráveis na sua constituição, dado por Deus, é claro. 

Podemos perceber isso nas grandes façanhas feitas por ele. Muitos monges conseguem, mesmo sem depender diretamente de Deus, grandes níveis de disciplinas, não podemos negar isso. Quantas descobertas cientificas temos hoje, graças a grande capacidade que Deus distribuiu a cada um. Já pensou o que se pode fazer, usando toda essa capacidade, nata em nós, (essa dedicação que os monges e os cientistas devotam aos seus projetos) redirecionando tudo para Deus e o seu reino?! Tratando-se das coisas de Deus, creio que essa capacidade inerente no homem, não serve para nada em si mesma. Jesus disse: "sem mim nada podeis fazer". Tudo precisa estar endossado com o mover do Espírito. Paulo disse: "Tudo posso naquele que me fortalece". Podemos e devemos usar tudo que Deus já nos deu no redirecionamento desse mover pleno do Espírito Santo em nossa vida. Comece aos poucos na tão importante tarefa  de disciplinar a sua mente. Lembre-se de Fp 4.8 "Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" e de 2Co 10.4 e 5 "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo," Mente disciplinada gera pensamentos justos, puros e bons; esses pensamentos, por sua vez, geram sentimentos apropriados e esses sentimentos, também, geram nossas ações. Todas as nossas ações são de acordo com a nossa mente e seus pensamentos. Aqui está a chave, o segredo; quando falhamos nesse ponto, e sempre falhamos, fracassamos em todo o resto. Costumamos ignoras os “pequenos” pensamentos impróprios, como se eles não nos fizessem nenhum mal, mas é nesse ponto que tudo começa na direção do fracasso. Pequenas raposas podem destruir grandes searas (Jz 15.1-8). Quando o povo de Israel conquistou as terras prometidas, deixou sem destruir e convivendo com eles integrantes de alguns povos, por serem aparentemente inofensivos, mas sempre causaram problemas para os israeleitas.

Se vigiarmos a nossa mente no modelo de 2Co 10.4 e 5  e Fp 4.8, todas as nossas ações serão agradáveis a Deus e ao próximo. E isso é vida plena, abundante e frutífera. Isso é reinar com Cristo em vida! Não esquecendo, ainda, do que Paulo disse em 2Co 3.5 "não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus" e de 2Co 9.8 "Deus pode fazer-vos abundar em toda graçaa fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra". Creio que o maior recurso do qual dependem todos os outros é o mover pleno do Espírito Santo. Não existe vida abundante sem o reinar com Cristo em vida e vice versa. E tudo isso depende do pleno e doce mover do Espírito Santo.

Leia também as pastes 010203040506  e 08 deste artigo.

Pr Aramisio Borges

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